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JARAGUÁ DO SUL - SC, 15 DE OUTUBRO DE 2020.

  INFORMATIVO BANCÁRIO Nº (10877)10-20

 ITAÚ DOBRA METAS EM PLENA PANDEMIA E SOBRECARREGA BANCÁRIOS.

Banco não respeita limitações causadas pela crise e tem exigido metas inalcançáveis pelo programa Agir; trabalhadores estão estressados e com medo das demissões.

Não bastassem as demissões que estão ocorrendo no Itaú, o Banco está dobrando as metas exigidas dos Trabalhadores pelo Agir, programa com uma série de itens de vendas e atendimento a serem cumpridos. E isso em plena pandemia de coronavírus, momento em que a comercialização de produtos Bancários está muito mais difícil.

O crédito consignado é um exemplo: em outubro a meta do produto pelo Agir veio 30% maior do que em setembro, e após o Governo divulgar o aumento na margem de consignado INSS de 30% para 35%, a meta do consignado aumentou mais 30%. Mas as exigências do Agir incluem também ítens como tempo de atendimento ao cliente, contratação de crédito, abertura de contas, venda de plano de capitalização, entre outros. E vários desses pontos tiveram suas metas ampliadas sem levar em conta o momento atípico pelo qual o país está passando por conta da pandemia de coronavírus.

“O Itaú precisa levar em consideração que estamos enfrentando uma crise sanitária e econômica sem precedentes nas últimas décadas, que o desemprego no país está ainda maior, e que poucas pessoas estão dispostas a contratar produtos Bancários”, pondera Márcia Basqueira, Diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e Bancária do Itaú.

“Além disso, as próprias condições de funcionamento das agências dificultam o alcance das metas: as unidades estão funcionando em horários reduzidos, muitos Bancários estão afastados por serem do grupo de risco, e muitos clientes não estão indo às agências, nem dispostos a atender os Bancários por telefone. Tudo isso, somado ao medo das demissões promovidas pelo Itaú em plena pandemia, tem deixado os Trabalhadores sobrecarregados, estressados e adoecendo”, denuncia a Dirigente.

Os Sindicatos estam cobrando do Banco que revise as metas do Agir, que estão ultrapassando os 1.200 pontos. “As metas abusivas sempre foram um problema no setor financeiro, e os Sindicatos sempre atuaram tentando combater o problema. Mas agora o Itaú está passando dos limites. Exigir o cumprimento de 150% das metas nessas condições totalmente adversas, e com o Banco alegando baixa performance para demitir é desumano. Vamos continuar cobrando que isso seja revisto”, diz a Dirigente.

 

FONTE:  SEEB SP com edição SEEB JGS E REGIÃO SC.

 

O SEEB JGS E REGIÃO SC, POSSUI ATENDIMENTO JURÍDICO AOS BANCÁRIOS E SEUS DEPENDENTES. 

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